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Dioceses se mobilizam para a Coleta Nacional de Solidariedade

Com o tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor”, a Campanha da Fraternidade celebra a sua edição de número 58. Em sua trajetória, identificam-se três fases celebradas pelas Campanhas da Fraternidade. A primeira, teve como ênfase a renovação interna da Igreja: a renovação da Igreja (1964-65) e a renovação do cristão (1966-1972). Na segunda fase (1973-1984), houve uma preocupação com a realidade social do povo, com temas relacionados a realidade social, a denúncias sobre os pecados sociais e a promoção da justiça. Na terceira fase (1985-2022), a Igreja se volta para situações existenciais do povo brasileiro.

Na apresentação da publicação do texto-base 2022, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destaca que “a Quaresma é um tempo favorável para a conversão do coração” e que a CF, realizada pela Igreja no Brasil desde 1964, tem como propósito de ser um caminho para que os cristãos vivam a espiritualidade quaresmal com o sentido de mudança e transformação pessoal rumo à solidariedade a um problema concreto da sociedade brasileira.

Vale salientar que, em 2022, é a terceira vez que a Igreja no Brasil vai aprofundar o tema da educação em uma Campanha da Fraternidade. Desta vez, a reflexão será impulsionada pelo Pacto Educativo Global, convocado pelo Papa Francisco. “Ao longo da caminhada quaresmal, em que a conversão se faz meta primeira, recebemos o convite para buscar os motivos de nossas escolhas em todas as ações e, por certo, naquelas que dizem respeito mais diretamente ao mundo da educação”, convida a presidência da CNBB.

O ponto alto da celebração da Campanha da Fraternidade ocorre no período da Quaresma, tendo a sua abertura na Quarta-feira de Cinzas. No Domingo de Ramos, em todo o Brasil, as Dioceses se articulam para a Coleta Nacional da Solidariedade, momento importante de mobilização de recursos para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), eficaz instrumento de ajuda humanitária, criado em 1998, na 36º Assembleia Geral da CNBB.

Dos recursos arrecadados, no Domingo de Ramos, 40% é destinado ao FNS, possibilitando o apoio a iniciativas de enfrentamento das condições de pobreza e miséria. Dos recursos arrecadados em cada Diocese, 60% permanecem nas dioceses de origem, sendo destinados ao apoio a projetos locais de enfrentamento da miséria e exclusão social, por meio do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS). No Regional NE2 da CNBB, dos 60% que ficam em cada Igreja particular, 10% é enviado a um Fundo Regional. Na Diocese de Patos, o FDS é coordenado por Dom Eraldo Bispo da Silva, e tem fortalecido ações de solidariedade no território da diocesano.

No decorrer da semana que antecede o Domingo de Ramos, cada Igreja particular promove a distribuição de envelopes. Na Diocese de Patos, cada envelope vem com uma breve prestação de contas do que fora arrecadado no ano anterior e como os recursos foram utilizados no território diocesano. Nos anos de 2020 e 2021, o FDS contribuiu com o fortalecimento de ações junto a pessoas em situação de vulnerabilidade social, agravadas no decorrer da pandemia do Covid-19. Neste ano de 2022, o FDS se propõe apoiar ações desenvolvidas com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Os envelopes podem ser adquiridos no decorrer desta semana, nas Secretarias Paroquias, na Cúria Diocesana ou nas Igrejas, a fim de que, no Domingo de Ramos, neste dia 10 de abril, você possa fazer este belo exemplo de solidariedade.

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